Rastros...

Hoje no silêncio da tarde fui caminhar... e ver a praia de uma maneira que só eu poderia ver. Não queria companhia, só queria meus pensamentos, colocar algumas coisas no lugar. É engraçado quando escolhemos estar na solidão, junto a tanta gente...

Meus companheiros de caminhada: a areia, o mar, o vento...e o final de tarde. Caindo no horizonte e fazendo o vento soprar mais forte. Brisa do mar.

Os passos na água limparam algumas sentimentos que tinha que processar. Mas pra limpar, primeiro pedi que se fossem.
Algumas coisas ficaram mais perto de mim nessa viagem... que eu tenho o direito e a permissão de ser feliz.

E que tudo o que tem que acontecer, acontece no tempo certo. Nem antes, nem depois. Ao tempo. EXATO.

Realmente algumas vezes não tenho total clareza de alguns acontecimentos da vida, mas como não tenho o mínimo controle, basta que eu aprenda a respeitar, fluir e soltar. Para que possam ir junto às ondas do mar.

Na areia deixei alguns rastros e juntos deles, limpei alguns machucados. Dizem que a agua do mar cura...

Então depois de limpar, lavei. E se curou.

E o finzinho do sol, mas a brisa do mar, mas a areia que grudava no meu corpo... tudo isso protegeu...

Pronta. Coração mais limpo.

Pronta pro amor.


Levado
Josué Firmino dos Santos

Pelas levadas da vida aprendi ser estrada, não para levar aonde queriam ir, mas a trajetos que deveriam seguir; aprendi ser poeira, não para embaçar objetivos que precisavam atingir, mas para que perdessem de vista o abismo que tentava os atrair; aprendi ser córrego, não para irrigar ilusões, muito menos encharcar sonhos, mas para manar o que podiam florir; aprendi até ser cachoeira, não para vaidades, mas apenas, quando a necessidade da queda era necessário para os acolher, e me fazer caminho a conduzi-los, como aprendizes, a selecionar o que se deve plantar, e entre joios, o que se pode colher.
Amadurecer para Viver, também é entender que, às vezes a vida nos faz brotar de vertentes que, assim como a correnteza, que se submete às quedas-d’água para no seu fluir, aprender encontrar o declive que a leva ao mar, também nós, para podermos iniciar o irvinculado ao que edifica o ser, é necessário descermos aos lamentos das quedas, e lá, sem a pressa do se emergir, termos que despertar, ruminando a mente, e com o espírito renovado para a humildade, podermos dizer que: mesmo feridos pelos tombos nas encostas dos barrancos, conseguimos enxergar o caminho a seguir.



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