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Mostrando postagens de Novembro, 2012

Agora existem como parte...

Pois quero falar das raivas, dos medos, das vontades incontroláveis, forças que paralisam, resignação. Por anos escondi essas palavras num fundo de um cofre interno, chaves perdidas, ficaram lá por muito tempo, até dizer, preciso sair. Por que ter medo de falar que já senti raiva, medo, resignação, tristeza? ou dor? Esses sentimentos inconscientes vao se tornando parte, a medida que me conheço mais. E não fujo mais deles, como antes fazia. Agora olho, respiro, escuto, analizo, resplandeço. Não mais critico. Deixo-os vir. Eles, às vezes, chegam devagarzinho, tomam conta. Outras vezes, chegam como tempestade, varrem o chão. Mas a diferença? É que agora os aceito como parte de mim.
De tanto que escondi, eles cresceram. Agora que os aceito, eles são pequenos, frágeis, desmancham diante de tanta coragem. Agora são eles que fogem, porque já não encontram forma de existirem ou ficarem. Não se encaixam mais em nenhum lugar, mas estão sempre livres para chegarem. Ou ficarem. Mas sempre se vão.

Melhor falar de Esperança...

Não vou mais falar de medos, porque me importo pouco com eles. Eles massacram qualquer esperança de que a vida é melhor do que já é. Fazem-nos acreditar que temos muito.
Preenchem-nos com vazios, poucos retratos coloridos. Arco íris de uma cor só.
Melhor falar de esperança, asas da liberdade. Elas, embora frágeis, acolhem o céu. Voam alto num infindável azul de sonhos.
A esperança preenche. O medo esvazia.
Quando falo de esperança, não só vôo, mas levo outros comigo.

Desejos internos de mim...

Tenho me sentido confusa. Uma mistura de vontade, desejos e tensão. Tenho me cobrado muito a sentir algo que não sei sentir. Me forço a quebrar barreiras, vencer traumas e não postergar confrontos. Quero coisas fáceis, odeio o díficil. Me sinto nua, mas com coragem. Como se o mundo fosse vencer todas as forças cruéis da existência terrena. E eu somente assistir. E vão- se os anjos, decorados de cintilante, espalhando esperança onde não mais existe. E ficam- se as memórias, as saudades, as vontades, desejos internos de mim. E por falar em desejos, aqueles que sempre sonhei. Me desfigurar por completo, ser eu mesma quando assim quiser e permitir. Sem medos, sem armas, sem máscaras. De frente para o espelho olhar a verdadeira alma e nunca mais me enganar ou fingir.
Posso ser várias. O que me importa? O que te importa? Posso transcender, ser mulher ou menina, ter medo do escuro ou inventar a luz. Não minto, sou forte. Não vim para enganar nem mentir.
Não tenha pena, a solidão aqui existe, n…